Preto e Branco: uma identidade petropolitana.

O Baile do preto e branco tem um início complicado, bombas na Europa com o início
da Segunda Guerra Mundial, doenças graves se espalhando pelo Rio de Janeiro e a procura da população por um refúgio mais tranqüilo e confortável.
Com o Hotel Cassino Quitandinha promovendo seu concurso de fantasia, que era o
segundo mais importante do país, nomes importantes da época, como Ary Barroso, Lamartine Babo e Haroldo Lobo, vinham visitar a Cidade das Hortênsias.
Em 1947, Bailes de Gala eram promovidos nos teatros mais luxuosos de Petrópolis, porém, esta história foi mudada em 1953 com a criação do Baile de Máscaras na nova sede do Clube Petropolitano.
Após quase 30 anos o Petropolitano Futebol Clube inova os bailes de carnaval e cria o Baile do Preto e Branco que até hoje é o “Baile Oficial do Carnaval de Petrópolis”.
O objetivo deste estudo é subsidiar a criação e desenvolvimento de uma Coleção de Moda e Figurino que venha a destacar o preto e o branco como identidade cultural do Clube Petropolitano e do Baile que tinha como pré-requisito essencial o uso de roupas nas cores nessas cores.
A história do carnaval de Petrópolis é muito bela, porém, está há muito tempo esquecida e não existe um interesse aparente das entidades de nossa cidade para resgatá-la. A busca na Biblioteca Municipal e sites da web não trouxeram muitas informações desta história. A maioria das informações foram obtidas no próprio clube através de seus membros mais antigos, o que aponta para a necessidade de um registro documental de tais informações antes que estas se percam em função do tempo. Ainda que o atual presidente do clube, Dr. Arnaldo Rippel tenha se mostrado muito aberto à pesquisa, a grande preocupação é que ausência de um registro destes relatos orais possa repercutir na perda da história destes movimentos culturais ou mesmo que a história original sofra distorções. Portanto, este estudo torna-se relevante não só por constituir o corpo teórico do desenvolvimento de uma coleção de Moda e figurino, mas também por representar, ainda que timidamente, uma fonte de preservação da história do carnaval petropolitano que é uma parte da história do carnaval brasileiro.

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